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Porquê preferir posters vintage à arte mural neutra

A parede por cima do seu sofá devia dizer alguma coisa sobre si. Mas, em demasiadas casas, repete o mesmo bege sem graça de todas as outras.

AUTOR MORYARTY

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Posters vintage parisienses nas ruas de Paris, França.
Foto: Charlotte Fosdike (licença Unsplash). Unsplash. fonte

Todos temos aquela parede por cima do sofá. É a primeira coisa que uma visita vê e um dos lugares mais fáceis para mostrar um pouco de quem é. Mas basta abrir um site de decoração para encontrar as mesmas impressões abstratas em tons de bege: um arco suave, uma linha ondulada, um círculo entre o cinzento e o bege. A divisão que devia ser sua acaba por parecer saída do catálogo de outra pessoa.

Vale a pena dizê-lo sem rodeios. A arte mural neutra produzida em massa está a tornar as casas parecidas, e os posters vintage oferecem uma alternativa. Não porque o antigo seja automaticamente melhor, mas porque estas imagens foram feitas para serem vistas, vender um produto, celebrar um acontecimento ou fazer alguém parar na rua. A parede da sua sala não foi feita para passar despercebida.

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A fórmula neutra está a tornar os espaços todos iguais

Chão cinzento, paredes brancas, sofá bege, tapete claro. Nenhuma destas escolhas é um problema por si só. Juntas, quase não deixam pistas sobre quem vive na casa. As impressões vendidas para completar este estilo reduzem ainda mais essas pistas. As mesmas formas abstratas aparecem em tantas casas que a última superfície livre, a parede, acaba por não mostrar nada que não se encontre noutras cem salas.

Passe pela secção de quadros de uma grande loja de decoração ou percorra uma loja online: vai encontrar sempre as mesmas ideias. O desenho linear de um rosto, um arco em tons neutros, uma palavra impressa como respira. Os desenhos mudam, mas o efeito é o mesmo. Tudo parte de um modelo visual que se repete nas redes sociais pelo mundo fora.

Uma impressão anunciada como adequada a qualquer divisão raramente diz alguma coisa sobre uma em particular. Não tem tema, história ou ponto de vista. A única promessa é não destoar do sofá. Quando essa passa a ser a regra para todas as paredes, a casa deixa de ser um retrato de quem nela vive e torna-se um cenário. Para nós, isso não é uma questão de estilo, é uma perda.

Várias obras de arte mural
Jonathan Borba (licença Unsplash). Unsplash. fonte

A mesma uniformização chegou aos espaços públicos. Cafés em Lisboa, restaurantes em Copenhaga e lojas em Barcelona partilham cada vez mais a mesma decoração: paredes claras, um candeeiro de rotim, um ramo de erva-das-pampas, uma impressão abstrata bege. Entra-se e podia ser qualquer cidade. A singularidade de um espaço vinha da personalidade de quem o geria. É precisamente isso que a fórmula neutra apaga.

A publicidade de outros tempos funcionava segundo a lógica oposta. Um poster tinha de apresentar uma revista, uma marca de café, um jardim zoológico ou uma linha ferroviária a quem passava na rua. Tinha um objetivo, um público e uma única oportunidade de captar a atenção. Essa urgência continua presente na imagem. Um anúncio antigo tenta convencer quem o vê. Uma impressão neutra não tenta dizer nada.

Posters sugeridos

As suas paredes deviam mostrar quem vive aí

Grande parte do que temos em casa existe também na casa de outras pessoas. O sofá, a estrutura da cama, a mesa e as estantes vêm muitas vezes das mesmas linhas de mobiliário vendidas por toda a Europa. Os bons móveis são caros, e as formas conhecidas são práticas. A parede é diferente. Uma imagem escolhida para ficar por cima do sofá ou ao lado da mesa dá a um interesse pessoal um lugar permanente e visível. Custa muito menos do que trocar os móveis e diz muito mais.

A cor nem sempre foi vista com desconfiança. Em 1970, a instalação Visiona 2, de Verner Panton, transformou uma divisão inteira numa paisagem contínua de tecidos curvos e cores intensas. O Memphis Group marcou os anos 1980 com rosas e azuis-esverdeados contrastantes e formas geométricas sem receio de se afirmarem. As pessoas viveram rodeadas dessas cores. A fase do cinzento sobre cinzento tem poucos anos e também há de passar. O aspeto que as suas paredes terão nessa altura depende do que lá colocar agora.

Os posters de cinema, os anúncios de exposições e as ilustrações de revistas oferecem-lhe temas com que se identifica, não apenas cores para combinar. Ao pendurar posters de concertos e de cinema, mostra a quem entra em sua casa que a música e os filmes fazem parte da sua vida. Com o poster dos caminhos de ferro dos Pirenéus, de Roger Aujame, fica à vista o seu gosto pelas montanhas e pelas antigas linhas ferroviárias. Emoldurar o convite de uma exposição é guardar a memória do momento em que viu a obra de um pintor e a quis em sua casa. Cada escolha diz um pouco sobre quem é. Nenhuma se confunde com um círculo bege.

Parede coberta de posters vintage de concertos e filmes
Sinthujan Thangavelu (licença Unsplash). Unsplash. fonte

As paredes dão-lhe espaço para fazer essas escolhas sem trocar os móveis nem pintar a divisão. E a imagem continua à vista todos os dias. Vai vê-la ao pequeno-almoço, durante uma chamada, quando a luz do fim da tarde incidir nela. Uma imagem escolhida por parecer igual à de todas as casas da moda torna-se invisível ao fim de um mês. Já uma imagem escolhida por ter significado para si continuará a dizer-lhe alguma coisa anos mais tarde.

Posters sugeridos

Os arquivos estão cheios de arte que ainda parece nova

É fácil pensar que vintage se resume a meia dúzia de imagens repetidas: a Torre Eiffel, uma placa de viagem em chapa, uma rapariga de calendário desbotada. A realidade é o oposto. Bibliotecas, museus, coleções privadas e mercados de todo o mundo guardam milhares de imagens que nunca entraram numa coleção sazonal de decoração. É aí que encontramos os nossos posters. Nunca faltaram imagens. A maioria das pessoas é que só viu a pequena parte selecionada por outros.

Antigo não tem de parecer ultrapassado. Alguns posters criados em 1900 têm formas mais planas, traços mais nítidos e uma mensagem mais direta do que muitas das impressões neutras hoje à venda. Os seus autores souberam tirar partido das limitações da impressão e transformaram-nas em linguagem visual: grandes áreas de cor, letras bem desenhadas, nem uma linha a mais. Ao lado de um sofá contemporâneo e de uma parede branca, um desses posters pode ser a coisa mais moderna da divisão.

Estas imagens mantêm-se atuais, em parte, porque nem todas foram criadas para decorar. Um anúncio queria vender sabão. Uma prancha científica queria ensinar. Uma gravura de artista explorava uma forma. Objetivos tão diferentes deram origem a uma variedade que nenhuma tendência de decoração consegue igualar: um gabinete de curiosidades marinhas, um anúncio de teatro japonês, um programa de cinema parisiense, um recorte de Matisse. A diversidade é enorme porque as finalidades originais também eram muito diferentes entre si.

Colagem de posters e obras vintage chineses
note thanun (licença Unsplash). Unsplash. fonte

Um autor, uma data e uma finalidade original dão a uma imagem algo que um efeito retro anónimo nunca terá: um percurso que se pode reconstituir. Veja o caso de Julius Klinger, artista de posters nascido em Viena e ativo em Berlim. Pode descobrir quem foram os seus clientes, quando trabalhou e que posters criou para eles. Quanto mais tempo convive com uma dessas imagens, mais interessante se torna esse percurso. É história na parede, não nostalgia sem passado.

Posters sugeridos

Uma imagem com passado continua a dizer-lhe algo

As tendências de decoração mudam de poucas em poucas estações. Um tema de que gosta realmente, não. Quando escolhe uma imagem por estar ligada a algo que lhe interessa, ela torna-se mais familiar cada vez que a vê, não menos. Deixa de importar se a moldura combina com a almofada nova. O que conta é aquilo que a imagem mostra. É essa a diferença entre um simples fundo e uma imagem que merece ser vista.

Pense num poster desportivo dos anos 1920, numa prancha de aves retirada de um livro de história natural do século XIX ou numa capa de revista dos anos 1930. Cada um abre caminho a uma história que pode descobrir depois do primeiro olhar: quem venceu os torneios naquele ano, como foi feito o livro das aves, de que se riam os leitores da revista. O poster torna-se uma janela para algo real e não perde interesse quando mudam as cores da decoração.

Uma imagem com um tema concreto dá a quem a vê algo que reconhecer e sobre que fazer perguntas: um desporto, uma ave, uma revista, uma cidade. Perante uma forma pálida, pouco há a perguntar para além de saber se combina com o sofá. Uma conversa sobre um tema pode levar longe. Uma conversa sobre uma combinação morre ali mesmo.

Colagem de posters de cinema e obras vintage japoneses
note thanun (licença Unsplash). Unsplash. fonte

Daqui a dez anos, as tendências terão mudado várias vezes. As imagens que ainda lhe dará gosto ver serão as que mostram um tema e contam uma história com significado para si. O poster que escolheu por lhe lembrar um filme, uma ave, uma cidade ou um jogo continuará a fazê-lo. A impressão escolhida pelo tom certo de bege acinzentado já terá sido substituída duas vezes e esquecida.

Posters sugeridos

Encontramos as imagens e imprimimo-las para a sua parede

A MORYARTY foi fundada em 2015. Encontramos posters em bibliotecas, museus, coleções privadas e mercados. Hoje, o catálogo reúne mais de 2000. Com tantas opções, pode partir de um tema de que gosta, de uma cidade que conhece ou de um artista cuja obra lhe apetece revisitar. É assim que a parede começa a parecer sua.

Imprimimos cada poster na nossa oficina de Barcelona, em papel mate de 230 g/m² para impressão artística, de qualidade museológica, com tintas de arquivo. Estas imagens foram pensadas para o papel. A impressão neste suporte preserva a nitidez do traço e as cores escolhidas pelo artista.

As molduras são vendidas em separado. Existem em alumínio, madeira de pinho e madeira com fecho magnético, com proteção em acrílico resistente à quebra durante o transporte. Se encomendar um poster e uma moldura em conjunto, emolduramo-lo sem custos adicionais e enviamo-lo já emoldurado, pronto a pendurar.

Pessoas a olhar para uma montra em Barcelona.
Farnaz Kohankhaki (licença Unsplash). Unsplash. fonte

Produzimos as encomendas em 24 a 48 horas, e as entregas na Europa demoram entre 2 e 4 dias, consoante o destino. Pode preencher uma parede branca com uma imagem escolhida por si em menos tempo do que demoraria a pintar a divisão. Pode também visitar as nossas lojas em Barcelona e Lisboa. A loja online chega ao resto da Europa em 13 línguas.

Por onde começar? Escolha um interesse. Um mapa antigo de Paris, uma prancha botânica, as aves de um padrão de William Morris, um mapa do sistema solar. Qualquer uma destas imagens pode tornar a sua parede verdadeiramente sua. Percorra A Nossa Seleção e repare naquela a que volta sempre. É provável que seja a imagem certa para ficar por cima do sofá.

Posters sugeridos

Sabia que…?

  • A litografia, técnica por trás do grande crescimento dos posters, exigia uma pedra diferente para cada cor. As grandes manchas de cor lisa da publicidade vintage devem-se, em parte, a essa exigência técnica.
  • Os posters de Alphonse Mucha eram tão populares na década de 1890 que havia quem os descolasse dos painéis publicitários durante a noite para os guardar.
  • Jules Chéret é frequentemente chamado o pai do poster moderno. As suas litografias a cores ajudaram a transformar as ruas de Paris em galerias ao ar livre.
  • Kunstformen der Natur, de Ernst Haeckel, reúne cem pranchas de organismos, de medusas a radiolários, desenhadas com rigor científico e sentido de composição.
  • William Morris criou O ladrão de morangos depois de observar os tordos a roubar fruta da horta de Kelmscott Manor.
  • O termo Art Nouveau nasceu em Paris na década de 1890, na galeria La Maison de l'Art Nouveau.

As suas perguntas

Onde posso comprar posters como estes na Europa? A nossa loja online reúne mais de 2000 posters, e fazemos envios para toda a Europa. Pode também ver parte da coleção em Barcelona e Lisboa. Encontra as moradas na página das nossas lojas. Para começar, veja a nossa seleção de favoritos.

Em que tamanhos estão disponíveis as reproduções de posters vintage? Pode encomendá-las em quatro formatos: A4, A3, A2 e A1. Enviamos os formatos A1 e A2 em tubos de cartão rígido. Os A4 e A3 seguem planos, com uma base rígida, ou enrolados num tubo.

A arte mural vintage vai parecer antiquada numa sala moderna? Não, se escolher uma moldura de alumínio preta e estreita. O preto acompanha as linhas do mobiliário contemporâneo, e o perfil fino mantém a atenção na imagem. Assim emoldurado, um poster vintage fica bem ao lado de um sofá moderno.

Como escolho um poster vintage para a sala? Comece por um interesse, não por uma cor. Uma cidade, um desporto, um filme, uma ave, um mapa, uma planta. Primeiro encontre o tema; depois, veja a que imagem volta sempre e escolha essa.

Porque é que tantas impressões neutras de arte mural parecem iguais? Na nossa opinião, partem de um pequeno conjunto de modelos populares nas redes sociais: o arco bege, a linha ondulada, o sol pálido. As lojas repetem o que já resulta, e as peças de marcas diferentes tornam-se quase indistinguíveis. Um poster vintage nasce de um tema e de um momento reais. Uma forma neutra não tem essa história.

Que tipo de posters tornam uma casa única? Experimente juntar épocas e temas na mesma parede: um estudo botânico do século XIX ao lado de um poster de cinema dos anos 1970, um mapa dos anos 1930 por cima de uma cadeira contemporânea. A combinação é pessoal porque nenhuma outra casa fará exatamente as mesmas escolhas. Comece por um tema de que gosta em Artistas Famosos ou Mapas e construa a partir daí.


Sobre o autor

A MORYARTY é uma empresa europeia fundada em 2015, com lojas em Espanha e Portugal. Encontramos os posters do nosso catálogo em bibliotecas, museus, coleções privadas e mercados. Imprimimos cada um na nossa oficina de Barcelona. Mais de 2000 posters depois, continuamos a acreditar que as melhores paredes têm sempre alguma coisa para contar.

Fontes

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