Sobre o artista
Ohara Koson, também conhecido por Ohara Matao, foi um mestre celebrado do kacho-e, a arte japonesa que retrata aves e flores com sensibilidade poética. Atuando no início do século XX, Koson teve um papel importante no movimento shin-hanga, que renovou a gravura xilográfica tradicional para um público moderno. As suas obras são valorizadas pela elegância serena e pela observação refinada da natureza.
Muitos colecionadores procuram obras de Ohara Koson pela sua tranquilidade atemporal e design sutil. Esta impressão de 1912 exemplifica a sua capacidade de transformar motivos botânicos do quotidiano em momentos contemplativos, refletindo tanto uma visão pessoal como a apreciação cultural mais ampla pela natureza.
A obra
Os crisântemos têm um significado especial na cultura japonesa, simbolizando o outono, a longevidade e a beleza das transições sazonais. Esta obra surgiu numa fase em que as gravuras japonesas ganhavam novo reconhecimento a nível nacional e internacional. A composição — crisântemos dispostos acima de água corrente — remete para temas clássicos que evocam a passagem do tempo e a renovação suave própria da natureza.
Concebida não apenas como ornamento, a estampa pretende ser uma peça meditativa que convida à pausa e à reflexão. O seu simbolismo e o humor tranquilo alinham-se com a estética do oriental, onde a harmonia e a subtileza são valores centrais.
Estilo e características
A impressão apresenta delicadas flores de crisântemo em tons rosa e folhas verdes frescas, dispostas sobre uma superfície estilizada de água ondulante em azul. A composição explora um uso generoso do espaço negativo, permitindo que as formas florais se destaquem com clareza. Transições suaves de cor e contornos nítidos, traços característicos da técnica xilográfica japonesa, conferem um acabamento aveludado e polido.
O ambiente geral é calmo e restaurador: o diálogo entre azuis frios e rosas suaves amplifica a sensação de contemplação serena. O equilíbrio refinado e os pormenores subtis tornam esta estampa um exemplo clássico da arte botânica japonesa vintage, ideal para apreciadores de beleza discreta.
Na decoração de interiores
Esta obra traz uma sofisticação tranquila a salas, quartos ou entradas, sobretudo em ambientes pensados para relaxamento. Integra-se com elegância em interiores Japandi, minimalistas ou clássicos, oferecendo um ponto focal sem sobrecarregar o espaço.
Para criar harmonia, reflita os tons rosa e azul em têxteis ou cerâmicas e escolha molduras simples em preto ou madeira natural. Para quem aprecia decoração inspirada na natureza, esta peça combina com uma seleção curada de impressões botânicas para um conjunto sereno e coeso.
