Sobre o artista
Johann Elert Bode foi um astrónomo alemão e editor científico ativo no final do século XVIII e início do século XIX, celebrado por traduzir o conhecimento astronómico em cartas estelares rigorosas e acessíveis. Em 1801 publicou a Uranographia, um atlas estelar inovador que definiu novos padrões para a cartografia celeste e a educação visual.
A obra de Bode surge numa época em que os progressos na observação e na técnica de impressão permitiram uma precisão inédita na representação do céu. Os seus atlas criaram uma ponte entre a investigação científica e a curiosidade do público, deixando um legado apreciado tanto pela importância histórica como pela elegância gráfica.
A obra
Coelum Stellatum Hemisphaerium Arietis integra a Uranographia e centra-se no hemisfério celeste associado a Ariete no zodíaco. No início dos anos 1800, estas placas eram ferramentas essenciais para astrónomos e professores, oferecendo uma referência padronizada para localizar e identificar constelações no firmamento.
Esta impressão vintage reflete também os ideais do Iluminismo — catalogar o mundo natural e democratizar o saber científico. Para quem aprecia arte mural do espaço, representa um encontro singular entre ciência e imaginação. As figuras mitológicas e as coordenadas precisas do mapa convidam o observador a explorar tanto a história como os céus.
Estilo e características
A peça apresenta-se como um mapa estelar circular, organizado por uma grelha precisa e densamente pontilhado de estrelas. Inscrições em latim e traço delicado orientam o olhar através do hemisfério, encarnando a clareza e a ordem da ilustração científica clássica.
As figuras das constelações surgem desenhadas à mão sobre um fundo azul frio, realçadas por subtis toques de verde, amarelo e rosa. O resultado é contemplativo e rigoroso, conferindo à impressão vintage uma presença simultaneamente arquivística e decorativa, sobretudo quando combinada com outros mapas vintage.
Na decoração de interiores
Esta impressão de mapa celestial adapta-se particularmente a gabinetes, bibliotecas, corredores ou quartos onde se deseja um ponto focal intelectual e ponderado. Complementa paredes azul-marinho ou off-white, madeiras quentes, detalhes em latão e molduras de estilo museológico, conjugando gosto clássico com uma estética moderna e minimalista.
Como decoração mural, valoriza paredes de galeria com imagens científicas, viagens ou gravuras antigas. Para um ambiente curado, combine com impressões científicas para evocar uma atmosfera de gabinete de curiosidades que permanece fresca e contemporânea
