Sobre o artista
Kawase Hasui (1883–1957) foi uma figura central do movimento shin hanga, que revitalizou a tradição da xilogravura japonesa para um público moderno. Trabalhando em estreita colaboração com mestres entalhadores e impressores, Hasui conseguiu renovar a arte da paisagem no Japão das primeiras décadas do século XX, combinando técnicas ancestrais com sensibilidades contemporâneas.
As suas obras são famosas por traduzirem os humores fugazes da natureza e a poesia silenciosa de cenas quotidianas, qualidades que conquistaram colecionadores e apreciadores de arte japonesa ao longo do tempo. Para ver mais trabalhos do artista, visite a nossa coleção Kawase Hasui.
A obra
Passagem Ecchu Umidani, criada em 1923, reflete a fascinação de Hasui pela beleza serena do Japão rural. Produzida numa época de renovado interesse pelas técnicas tradicionais da xilogravura, a peça surge quando artistas e editores procuravam preservar e reinterpretar paisagens japonesas para públicos nacionais e internacionais.
Esta obra sugere a experiência contemplativa de atravessar desfiladeiros que outrora ligavam aldeias remotas e zonas costeiras. Em vez de apontar para um marco concreto, Hasui convida o observador a sentir a passagem entre lugares, encarnando um anseio por tranquilidade e continuidade num mundo em rápida transformação.
Estilo e características
A composição conduz o olhar por um caminho sinuoso que se perde ao longe, enquadrado por cristas azuis em camadas e colinas de contornos suaves. A mestria de Hasui no meio xilográfico é evidente nos traços nítidos e nas súteis gradações de cor, marca do domínio da técnica bokashi.
Dominada por azuis e verdes frios, a cena recebe acentos delicados de rosa e roxo no céu e nas sombras, criando uma atmosfera meditativa e pacificada. O efeito global é simultaneamente preciso e onírico, fazendo desta impressão artística japonesa uma escolha refinada para interiores. Explore mais arte mural azul para ambientes de humor semelhante.
Na decoração de interiores
Esta impressão paisagística vintage valoriza espaços onde se pretende calma e amplitude, como salas de estar, quartos ou entradas. A paleta fria combina bem com estilos minimalistas, japandi e escandinavo, e também suaviza interiores mais ecléticos quando acompanhada por materiais naturais como madeira, linho e cerâmica.
Para harmonizar com a obra, considere acentuar com tons ardósia, pinho ou lilás suave, ou permita que a impressão introduza um contraste frio contra paredes de cor mais quente. Complementa ainda curadorias de decoração mural paisagística e resulta particularmente bem num canto de leitura tranquilo ou num escritório doméstico.
