Sobre o artista
Alphonse Berget foi um astrónomo, educador e divulgador científico francês ativo no início do século XX. Os seus diagramas e ilustrações acessíveis tornaram fenómenos celestes complexos compreensíveis para um público vasto, aproximando a investigação dos observatórios da curiosidade pública.
Berget trabalhou numa altura em que a ciência popular ganhava força, e a clareza visual e a tipografia precisa das suas pranchas distinguiam o seu trabalho. Hoje, as suas ilustrações científicas são valorizadas não só pelo mérito educativo, mas também como reflexo de uma época em que a astronomia entrou no imaginário quotidiano.
A obra
Variações de cor da Lua foi concebida para ilustrar a mudança de aparência da Lua, sobretudo durante eclipses lunares em que a atmosfera terrestre altera a coloração da superfície lunar. Em vez de representar um único evento, o gráfico convida o observador a comparar e a compreender as transformações da Lua tal como são vistas da Terra.
Em 1925, estes recursos visuais eram essenciais na educação científica e nas palestras públicas, espelhando o entusiasmo da época por tornar a astronomia acessível. Esta impressão científica vintage incorpora o espírito de descoberta e a observação cuidadosa que caracterizaram os estudos espaciais do início do século XX.
Estilo e características
A obra estrutura-se como uma placa científica, exibindo uma sequência de discos lunares numa disposição comparativa clara. Cada fase está rotulada e espaçada com precisão, criando um sentido de ordem e referência.
Sobre um fundo preto profundo, as luas transitam do branco pálido por laranjas quentes até vermelhos cobreados, com súteis apontamentos de azul que sugerem efeitos atmosféricos. A impressão transmite uma sensação contemplativa e metódica, combinando a autoridade da ilustração científica com o drama sereno da observação celestial.
Na decoração de interiores
Este gráfico lunar confere estrutura e mistério a um escritório doméstico, biblioteca ou sala de estar, funcionando como peça vintage e ponto de conversa. Combina na perfeição com outras obras de arte temáticas do espaço e com o pormenor requintado das impressões de ilustração científica.
Ideal para interiores minimalistas, de meados do século ou industriais, resulta especialmente bem em molduras mate pretas, paredes brancas e apontamentos em terracota, ferrugem ou azul profundo. Para uma atmosfera mais íntima, combine-o com peças de decoração mural preta e iluminação quente para evocar a ambiência de um eclipse.
