Sobre o artista
Bartholomew John George pertenceu à distinta tradição cartográfica britânica do início do século XX, uma época em que os cartógrafos aliavam rigor científico a avanços na impressão e na acessibilidade. Atuando num período de expansão das linhas ferroviárias e aumento da literacia, George e os seus contemporâneos produziram mapas pensados tanto para uso prático como para fins educativos. O seu trabalho revela uma era em que a geografia era central na vida quotidiana, servindo viajantes, estudantes e profissionais.
Este mapa é um testemunho da importância de uma cartografia clara e fiável numa época anterior à navegação digital, oferecendo perspetivas sobre a forma como as pessoas percebiam e se orientavam pelo mundo à sua volta.
A obra
Publicado em 1922, este mapa de Espanha e Portugal apresenta a Península Ibérica pelo prisma da cartografia britânica. Concebido para públicos anglófonos, destinava-se a servir como ferramenta de referência em salas de aula, bibliotecas e para viajantes. No pós‑Primeira Guerra Mundial, mapas como este simbolizavam estabilidade, conhecimento e uma renovada curiosidade pelas ligações internacionais. A peça captura um momento histórico em que os mapas impressos eram guias essenciais para compreender territórios estrangeiros e as suas relações.
Para quem aprecia mapas vintage como arte mural, oferece uma visão fascinante das perspetivas europeias do início do século XX e combina de forma harmoniosa com outros posters em tons de azul para uma composição coesa.
Estilo e características
O mapa segue a estética de uma prancha de atlas clássica, com tipografia preta precisa, linhas fronteiriças finas e uma hierarquia visual clara. A paleta privilegia um azul suave para os mares, um bege quente para o território e acentos subtis de verde e laranja para diferenciar relevos e divisões administrativas. A composição é ordenada e informativa, privilegiando legibilidade e clareza em detrimento de ornamentos decorativos. Esta sobriedade confere à peça um apelo académico e intemporal.
As cores contidas e o desenho equilibrado permitem que se conjugue bem com arte mural em tons bege e outras decorações neutras, tornando-o versátil para diversos ambientes interiores.
Na decoração de interiores
Esta impressão do mapa de Espanha e Portugal adapta‑se particularmente a gabinetes, escritórios, corredores ou salas de estar onde se pretenda transmitir organização e curiosidade pelo mundo. Integra‑se com estéticas modernas, escandinavas e clássicas, sobretudo quando complementada por móveis em carvalho, nogueira ou metais pretos. Para ecoar a paleta do mapa, sugere‑se têxteis azuis, plantas verdes e cerâmicas em terracota ou laranja suave.
Para uma apresentação refinada, enquadre a peça com opções da coleção de molduras, criando um ponto focal elegante para amantes de viagens e do design
