Sobre o artista
O baralho Rider-Waite-Smith, publicado em 1910 pela editora William Rider and Son, foi desenvolvido pelo ocultista britânico Arthur Edward Waite por iniciativa própria e de colecionadores interessados nas tradições esotéricas. A erudição e a visão de Waite ajudaram a consolidar o tarot como uma ferramenta simbólica estruturada para exploração intuitiva e adivinhação no início do século XX, influenciando amplamente a prática e a interpretação do tarot até hoje.
A ilustradora Pamela Colman Smith deu forma às ideias de Waite com imagens narrativas vivas que tornaram o baralho acessível a um público amplo. A colaboração entre Waite e Smith originou uma linguagem visual que permanece central no tarot moderno, e a carta Roda da Fortuna é uma das suas imagens mais emblemáticas.
A obra
A carta Roda da Fortuna representa os ciclos do destino, a mudança e a natureza imprevisível da vida. Em leituras de tarot, costuma sinalizar um ponto de viragem, uma alteração da sorte ou a influência de forças exteriores ao controlo pessoal. Criada num período de renovado interesse pelo misticismo e pelas tradições esotéricas, esta carta contribuiu para padronizar símbolos do tarot e para popularizar a prática junto de um público mais vasto.
Enquanto peça decorativa, a obra convida à reflexão sobre a inevitabilidade da mudança e a importância da adaptação. O simbolismo duradouro continua a ressoar com quem procura compreender os mistérios do destino e da transformação através de imagens carregadas de significado.
Estilo e características
Este poster vintage destaca ao centro uma roda dourada imponente, sobre um fundo luminoso em amarelo. A composição é enquadrada por quatro figuras aladas nos cantos, cada uma lendo de um livro aberto, trabalhadas em azuis frios e brancos límpidos. Contornos pretos fortes definem as formas, enquanto toques de vermelho acrescentam pontos de interesse visual.
Uma esfinge serena assenta no topo da roda, ao passo que uma serpente e uma figura com cabeça de chacal percorrem as suas faces, simbolizando ascensão e queda. O desenho geral é simétrico e gráfico, com áreas planas de cor que favorecem a sua leitura enquanto arte mural esotérica e ilustração ocultista clássica. A geometria marcada e a iconografia simbólica conferem à peça uma presença visual potente.
Na decoração de interiores
Como poster vertical vintage, a carta Roda da Fortuna adapta-se bem a entradas, escritórios ou espaços de meditação onde a arte simbólica promove um tom introspectivo. A sua estrutura clara complementa interiores modernos e ecléticos, tornando-a uma escolha versátil para diferentes estilos de decoração.
Combine a obra com azul-marinho profundo, branco pergaminho ou apontamentos em latão quente para ecoar a paleta, ou integre-a numa parede de galeria ao lado de impressões em tons de azul e posters em paleta amarela. Emoldurada a preto ou em dourado envelhecido, destaca-se como uma peça intemporal que liga estéticas históricas e contemporâneas.
