Sobre o artista
Kasamatsu Shirô foi uma figura de destaque na gravura japonesa do século XX, celebrado por paisagens que combinam a estética tradicional com um olhar moderno. Integrante importante do movimento shin hanga, renovou a xilogravura ao unir desenho rigoroso e uma observação serena do quotidiano, captando a subtileza das cenas comuns.
As suas obras são muito apreciadas entre colecionadores de arte mural japonesa pela capacidade de transportar o observador até recantos tranquilos da vida urbana, oferecendo uma sensação de lugar e de instante suspenso.
A obra
Esta impressão de 1932 transforma o lago Shinobazu, no parque de Ueno, numa paisagem meditativa, refletindo a época em que se valorizava novamente a paisagem local como motivo artístico. Num período de modernização acelerada, a representação de Kasamatsu convida a experienciar a quietude e a atmosfera reflexiva que o lago ofereceu a várias gerações de habitantes da cidade.
Ao registar um momento efémero de calma na beira da água, a obra funciona como lembrete suave do poder restaurador da natureza no contexto urbano — um tema com ressonância durante as mudanças sociais e culturais do seu tempo.
Estilo e características
A impressão apresenta uma paleta harmoniosa dominada por tons frios de azul, com o nevoeiro a desfocar suavemente as fronteiras entre água, céu e margem longínqua. Ramos de salgueiro, finos e elegantes, arqueiam-se na cena, oferecendo silhuetas caligráficas que contrastam com as amplas áreas vaporosas.
Graduações subtis e lavagens estratificadas, características da técnica xilográfica japonesa, sugerem profundidade e amplitude sem peso visual. O efeito global é de serenidade e contemplação, tornando esta impressão artística um complemento natural a coleções de arte mural azul e a outras impressões de paisagem.
Na decoração de interiores
Esta impressão japonesa encaixa particularmente bem em espaços que procuram calma e clareza visual, como quartos, recantos de leitura ou salas de estar serenas. O seu estado de espírito contido harmoniza com interiores minimalistas, Japandi ou clássicos, especialmente onde predominam materiais naturais e cores suaves.
Combine com neutros pálidos ou toques de azul suave para acentuar a ambiência enevoada, ou reúna com impressões discretas num conjunto coeso. Uma moldura simples mantém o foco na cena tranquila, permitindo que a sua beleza silenciosa sobressaia
