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Moryarty

Paris-Paris 1937-1957 Poster

Paris-Paris 1937-1957 Poster

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Paris-Paris, 1937-1957 (1981) por Roman Cieślewicz

Esta impressão de arte capta a energia gráfica de Paris através de um fundo amarelo intenso, de letras espelhadas e de uma Torre Eiffel duplicada. A composição assenta numa lógica de colagem muito própria de Cieślewicz, em que cada elemento tem peso visual e cada recorte parece carregar memória urbana. O resultado é uma peça de forte presença, onde a linguagem de exposição ganha uma dimensão contemporânea e quase arquitectónica.

Os nossos posters são impressos em papel artístico mate sem ácido de alta gramagem (230g/m²), com tintas resistentes aos raios UV para máxima durabilidade. Também oferecemos impressão em tela texturada (300g/m²), mais flexível e resistente. As nossas molduras são fabricadas em alumínio leve ou madeira maciça. Mais informações nas Perguntas Frequentes.

Ref : PUB278

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O artista

Roman Cieślewicz levou para Paris a força gráfica da Escola Polaca do Poster, num contexto em que a imagem tinha de comunicar depressa e deixar marca. Nascido em Lwów e formado em Cracóvia, mudou-se para França em 1963 e depressa se afirmou pelas fotomontagens, pela precisão do recorte e por uma relação muito inteligente entre texto e imagem. O seu trabalho parte muitas vezes de materiais do quotidiano — fotografia, imprensa, cartaz, sinalética — para criar composições que parecem simultaneamente rigorosas e inquietas. Foi precisamente essa capacidade de reorganizar o visível que o tornou uma figura central no grafismo europeu do século XX. Nesta encomenda do Centre Georges Pompidou, o olhar de colagista encontra um tema parisiense e transforma-o numa imagem com leitura imediata, mas também com várias camadas de tempo e de contexto. A obra mostra bem a sua atenção à escala, ao contraste e à tensão entre o documento e a construção visual, qualidades que atravessam toda a sua produção.

A obra

Paris-Paris 1937-1957 foi criado em 1981 para uma exposição do Centre Georges Pompidou dedicada ao imaginário parisiense do pós-guerra. O título atravessa duas décadas e faz Paris surgir como memória cultural, moldada pela mudança e pela acumulação de referências, e não como um instante fechado. Em vez de ilustrar a cidade de forma literal, a obra trabalha com signos reconhecíveis para sugerir ambiente, época e circulação de imagens. Esse contexto expositivo ajuda a perceber a força do cartaz: anuncia uma mostra, mas também funciona como peça autónoma, capaz de condensar a ideia de Paris numa síntese visual muito precisa. Como poster vintage e impressão de arte, conserva ainda hoje uma dimensão documental que lhe dá actualidade. A imagem não depende de nostalgia fácil; depende, antes, da clareza do desenho, da inteligência da montagem e da forma como o motivo urbano se torna memória gráfica. É isso que faz de Paris-Paris uma obra que continua a falar tanto de design como de cidade, de exposição como de linguagem.

Estilo e características

Um campo amarelo vivo ocupa a superfície, enquanto a Torre Eiffel negra corta a composição numa diagonal firme. A palavra PARIS aparece duas vezes, uma na orientação habitual e outra invertida, o que obriga o olhar a regressar ao centro e a percorrer a imagem com mais atenção. Pequenos fragmentos de datas e o texto do Centre Georges Pompidou aproximam-se das margens, reforçando a sensação de cartaz pensado ao milímetro. Aqui, Cieślewicz trabalha com poucos elementos, mas cada um deles tem peso: a cor plana cria impacto, a tipografia estabelece ritmo e a torre espelhada introduz uma ligeira perturbação visual que prende o olhar. O conjunto é directo, quase austero, mas nunca frio. Pelo contrário, a composição ganha intensidade precisamente pela economia de meios. É uma peça em que a geometria, a repetição e o contraste cromático se organizam com grande clareza, fazendo deste poster um exemplo muito sólido de grafismo modernista com personalidade própria.

Na decoração

Numa sala contemporânea, esta impressão artística funciona especialmente bem acima de uma consola estreita e escura, onde o amarelo se destaca com elegância sobre uma parede neutra. O contraste gráfico introduz estrutura na decoração e cria um ponto focal sem competir com o resto do espaço. A repetição da torre e a força da tipografia ajudam a compor um ambiente limpo, mas com energia visual suficiente para animar uma parede inteira. Com uma moldura simples, a obra ganha ainda mais definição e adapta-se facilmente a interiores com madeira escura, linho claro ou peças de linhas rectas. O seu carácter de poster de museu torna-a especialmente interessante em ambientes que valorizam composição, ritmo e contenção. Não precisa de muitos elementos à volta: a sua presença gráfica basta para estruturar a leitura do espaço e dar-lhe uma identidade contemporânea, urbana e muito bem resolvida.